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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Liberty Seguros: Alarcon é guia e Mas venceu etapa

Mudança de camisola no Prémio Liberty Seguros , agora com Raul Alarcon( Louletano) a liderar, com a triunfo a pertencer a Luis Mas ( Burgos).

Previa-se uma etapa movimentada, mas sem grandes probabilidades de grandes alterações . Na verdade, com um percurso plano, sem grandes dificuldades, quando os ciclistas partiram de S. João da Madeira, já um pouco tarde 13.30 e com o sol a esquentar, poucos pensariam que no final, houvesse alterações significativas.

Na verdade, na frente da corrida seguiam as duas equipas consideradas mais fortes, e os dois segundos de vantagem da Efapel-Glassdrive não eram de alguma forma convincentes. Isto é, bastava uma meta volante para a alteração na geral se alterar.

Seja como for a Efapel, como é seu timbre dispôs os seus homens na frente do pelotão. Não seria propriamente a Onda Azul da Liberty, mas uma onda amarela, em que o símbolo de guia de Broco se perdia no meio das camisolas dos restantes colegas.

Devagar, e compassadamente, alguns ciclistas foram partindo do pelotão, perante a passividade da equipa do camisola amarela. A passividade foi tal que, volvidos cerca de 10 kms, estavam na frente um perigoso grupo de 14 ciclistas:
Luis Afonso( La-Antarte), Luis Mas e Pablo Torres ( Burgos), Bruno Sancho, David Livramento, SwitMetcalf ( Carmim-Tavira), Cozonac, Raul Alarcon e Rui Vinhas ( Louletano) , Luis Fernandes (OFM), Virgilio Santos ( Radio Popular- Onda), Renato Avelar( Liberty), Carlos Ribeiro ( Anicolor) e Filipe Oliveira ( CJ.Nicolau).

Entendendo-se bem na frente da corrida, a vantagem ia aumentando, cifrando-se em 3,30 ( máxima). Na frente do pelotão, os homens da Efapel esforçavam-se e a vantagem ia reduzindo, mas muito lentamente. Na frente o entendimento era quase geral e a velocidade, com vento de costas aproximava-se dos 50 por hora, mais propriamente 47 de média nas duas primeiras horas.

Na frente e a cerca de 25 kms da meta, o grupo desfez-se e ficou na frente Mas e Alarcon, com mais seis ciclistas, os restantes eram alcançados pelo pelotão. A vantagem , porém, não diminuía por aí além, e cifrava-se a 25 kms em 2.10.

Passando na Figueira da Foz, foi a vez da OFM ir para afrente, face à inoperância dos comandados de Carlos Pereira, mas nem mesmo assim a vantagem ia diminuindo grandemente. Na frente, faltavam cerca de 15 kms, Mas e Alarcon isolam-se e dividem entre si os louros da corrida. O ciclista do Burgos ganha a etapa e Alarcon vestia a camisola amarela.

A corrida levou uma volta, que poucos pensariam que poderia acontecer. Na verdade, previa-se um controlo sem grandes dificuldades, mas não é fácil hoje controlar uma fuga, em especial quando esta é composta por 14 elementos, mesmo num terreno fácil como o de hoje numa etapa curta e sem dificuldades, que só o vento a tornou difícil.

Amanhã, haverá novo episódio, curto, com 130 kms, num terreno de sobes e desces, Vale de Cambra – Vale de Cambra, curiosamente com os primeiros kms bem mais difíceis que os últimos. A prova tem a sua máxima dificuldade logo ao km 6 de corrida, na subida de Chão de Ave, se alguém quer dar a volta á corrida não pode esperar pela lotaria do ultimo dia.

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