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quarta-feira, 29 de maio de 2013

21 dias de Giro





Saiba quais as conclusões que se podem tirar da primeira Grande Volta da época: o melhor e o pior da Volta a Itália.

A 96ª edição da Volta a Itália terminou depois de três semanas de condições extremas, que deixaram o pelotão em cacos.

Este foi mais um ano de revelações e surpresas. A prova não só veio dar a conhecer novas caras, mas também reconfirmar o poder do sprint de Mark Cavendish (Omega Pharma) ou o reaparecimento dos colombianos.

Saiba quais os elos mais fracos e os mais fortes da Volta a Itália de 2013:

MELHOR CORREDOR: Vicenzo Nibali


Foi o melhor a subir, raramente foi confrontado a descer, enquanto nenhum outro corredor conseguiu um melhor tempo agregado nos dois contrarrelógios.

O italiano, de 28 anos, mostrou ser um campeão merecedor e digno: cumpriu os seus deveres de líder de equipa, foi generoso (quando deixou Mauro Santambrogio vencer a 14ª etapa) e foi incansável quando chegou o momento de mostrar o seu domínio.

Apesar de ter tido a sorte do seu lado, quando Bradley Wiggins e Ryder Hesjedal abandonaram a prova, a atitude do italiano dificilmente mudaria caso eles permanecessem no Giro.



MAIS RÁPIDO: Mark Cavendish






A vitória de Mark Cavendish (Omega Pharma) na última etapa da Volta a Itália, veio aumentar para cinco o número de etapas ganhas nesta edição do Giro. O britânico, que fez 28 anos neste mês, já leva 41 vitórias em Grandes Voltas. Se continuar a vencer entre seis e nove etapas por época desde 2008 poderá bater o recorde de Eddy Mercx de 64 triunfos assim que chegar aos 32 anos.







MAIORES DESILUSÕES: Wiggins e Hesjedal

Enquanto Hesjedal mostrou alguma energia com os ataques na terceira etapa, Wiggins não foi capaz de esconder os nervos que o tornaram tão vulnerável às descidas.


Contudo, foi no contrarrelógio da etapa 8 que ambos mostraram não estar nas melhores condições: Wiggins estava no segundo lugar da geral e perdeu uma das melhores hipóteses de ganhar tempo aos rivais; Hesjedal mostrou que a sua forma estava muito aquém do esperado, ao perder muito tempo para os favoritos.







MELHOR COLEGA DE EQUIPA: Tanel Kangert






O campeão da Estónia, que tinha sido despedido da AG2R, mostrou ser um dos melhores “domestiques”. O corredor de 26 anos foi uma presença constante na ajuda a Nibali, foi terceiro na 16ª etapa e conseguiu o terceiro lugar no contrarrelógio da 8ª etapa.









PIOR COLEGA DE EQUIPA: Danilo Di Luca






De acordo com o director da equipa Vini-Fantini, Valentino Sciotti, ninguém do pelotão, muito menos os colegas de equipa queriam ver o corredor de 37 anos, duplamente suspenso por uso de substâncias dopantes.







MELHOR EQUIPA: Movistar






A Movistar conseguiu ter um corredor no degrau mais alto do pódio em quatro etapas, Giovanni Visconti por duas vezes, Alex Dowsett por uma e Benãt Intxausti, que também envergou a camisola rosa por um dia.









MELHOR VITÓRIA: Maxim Belkov, etapa nove






Em condições muito difíceis, num percurso duro e ondulado, onde Wiggins e Nibali sentiram dificuldades, o russo distanciou-se com 45km para o fim, para vencer solitariamente, 44s à frente dos restantes corredores.







MAIOR REVELAÇÃO: Carlos Betancur






O colombiano de 23 anos já tinha demonstrado um bom trabalho na Liége-Bastogne-Liége mas a capacidade de atacar e a consistência que demonstrou na luta pela camisola branca com Rafal Majka foi convincente.







MAIOR PROMESSA: Alex Dowsett

O britânico de 24 anos deixou o conforto da equipa da Sky à procura de melhores oportunidades. A Movistar deu-lhe espaço e o Giro foi a sua primeira Grande Volta.


Um especialista no contrarrelógio, o corredor ajudou a Movistar a obter o segundo lugar no contrarrelógio por equipas. Dowsett também venceu a oitava etapa ao mostrar as suas capacidades de contrarrelogista.

Será que o britânico pode causar estragos à hegemonia no contrarrelógio de Wiggins, Tony Martin e Fabian Cancellara?

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