John Degenkolb conseguiu hoje o seu primeiro triunfo em 2013, numa etapa tempestuosa, com condições climatéricas adversas, e que acabaria por condicionar e reduzir o leque de potenciais sprinters.
Dir-se-ia que esta tirada estaria vocacionada par os velocistas, mas o melhor deles, Marc Cavendish ficou-se nas covas, a cerca de 10 kms, numa subida de 4ª categoria e de 6% de inclinação. Os elementos, neste caso a “ quase” tempestade, que também” quase” levou os organizadores a alterar o local da chegada, teve um papel primordial no sprint, quando , Luka Mezgec, ciclista da Argos-Shimano, escorregou numa passadeira, perturbando decisivamente o sprint final, a um km do final de etapa.
Mais uma vez, o factor sorte/azar teve papel primordial na atribuição da vitória, mas como sempre nestes casos, a sorte acaba por favorecer os audazes, e Degenkolb não é propriamente um desconhecido nestas coisas, e apesar de ainda ter posto o pé no chão, conseguiu forças suficientes para ultrapassar Marco Canola ( Bardoni) e ter estoirado depois da linha de chegada, tal foi a potência do seu longo sprint., ou perseguição.
John Degenkolb , que no ano passado iniciou um ciclo de triunfos pouco comum na Vuelta, cinco vitórias, terá algumas dificuldades de repetir este ciclo, agora no Giro.
Tomas Gil (Androni), Alan Marangoni (Cannondale), Ricardo Mestre (Euskaltel), Brian Bulgac (Lotto-Belisol) e Rafael Andriato (Vini Fantini-Selle Italia), foram os heróis do dia, chegaram a ter 10 minutos de avanço, mas alguns troços do percurso, quase auto-estradas, não ajudaram à fuga e foi um motivo de colaboração para os perseguidores, em especial a Movistar, interessada em fazer a corrida para Vicioso. Nada de importante na fuga, não fosse ela ser integrada por Ricardo Mestre, que já não passou despercebido na 1ª etapa, o que diz bem do esforço que os portugueses fazem em terras italianas para darem nas vistas e, o que é mais importante, reforçarem o seu valor e, porque não dizê-lo, o papel fundamental que as equipas nacionais têm desenvolvido nos últimos anos para lançarem tantos ciclistas a nível internacional .
Luca Paolini mantém a camisola rosa nos ombros e, amanhã será quase uma ultima oportunidade, pelo menos nesta fase para os puros velocistas.
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