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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Américo Silva: "Vitória em etapa e top 5 no Tour"





Paulo Martins e Américo Silva são unânimes: Rui Costa vale isto e muito mais! Comentadores Eurosport de ciclismo analisam o momento do corredor da Movistar e antecipam a presença do poveiro no Tour. Até onde pode chegar o melhor ciclista português da atualidade?

A 12 dias do início da Volta a França seria difícil pedir melhor preparação a Rui Costa do que vencer a Volta à Suíça. Mas, afinal, o que vale esta vitória? O que representa para um ciclista que está em final de contrato com a Movistar? Estará Rui Costa pronto para desafiar “o” mito do ciclismo português, Joaquim Agostinho?

Para o ex-ciclista Paulo Martins (Recer-Boavista e Gresco-Tavira) “bisar consecutivamente na Volta à Suíça não está ao alcance de qualquer um. Olhando para a história apenas três corredores o tinham conseguido: Gino Bartali (2 Tours, 3 Giros) em 1946/1947, Pasquale Fornara (top 5 Tour, Giro e Vuelta; 4 Voltas à Suíça) em 1957/1958 e Andrew Hampsten (único americano a vencer o Giro) em 1986/1987”.


O comentador Eurosport recorda que “já dizia no ano passado que o Rui era um dos melhores ciclistas do mundo e dos mais completos da atualidade. Não só venceu a prova, como ganhou também o crono final e com um tempo canhão. Como se costuma dizer deu um banho de ciclismo e nem o vento nem os insufláveis conseguiram derrotar o português”.

AMÉRICO SILVA: “É ASSIM QUE SE REFORÇAM AS LIDERANÇAS”

Pela mesma linha de raciocínio segue Américo Silva, ex-ciclista, selecionador nacional e diretor-desportivo, que realça a importância estratégica do trinfo na Suíça: “Para além de ser uma vitória importantíssima, demonstra que já não só aproveita as oportunidades mas que quando se fixa um objetivo o consegue concretizar e isso demonstra toda a sua capacidade e maturidade. Mais ainda, dá grande confiança aos diretores e colegas que, se já acreditavam nele, isto ainda veio reforçar mais esse sentimento e é assim se que fazem as lideranças”.


Quanto à eterna pergunta, poderá alguém atingir o patamar de um Joaquim Agostinho? Américo Silva recorda que “dois pódios no Tour têm um impacto muito grande. Ainda hoje a marca do ciclismo português mais conhecida em França é Agostinho. Até porque coincidiu com a época de dois monstros sagrados do ciclismo mundial, Eddy Merckx e Bernard Hinault. Façamos essas contas daqui a quatro anos”.

Já sobre o Tour centenário o comentador Eurosport acredita na melhor prestação de sempre do poveiro: “Acho que a paragem por lesão até o veio ajudar no sentido de se apresentar na máxima força neste Tour. Tem todas as condições reunidas para o fazer bem. Agora o que isso representa? Normalmente os 10 primeiros, com alguma probabilidade de roçar o top 5 e até coloco uma vitória em etapa pelo meio”.

Em termos de contrato, o vínculo com a Movistar termina este ano, mas o Eurosport sabe que existe uma vontade mútua de prolongar esta relação que dura desde 2009. A equipa de Eusebio Unzue tem muita vontade de manter Rui Costa no plantel e vai ter que melhorar substancialmente o contrato do português, que sempre fez questão de dizer que esta equipa é como uma segunda casa.

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