
Afinal não eram 2.000 as pessoas previstas para a apresentação do Tour, mas sim 4.000 o numero de espectadores que assistiram, hoje, à apresentação da prova rainha do ciclismo e, entre eles, os nomes mais importantes da hierarquia mundial, com Froome e Contador à cabeça.
Não será um Tour de arromba, como em anos anteriores, antes pelo contrário, subidas famosas como o Mont Ventoux, Alpe d’ Huez, por exemplo, ficaram de fora, para aparecerem outras picos montanhosos, bem menos conhecidos, ou pelos menos mais modernos, como a Planche des Belles Filles ou as chegadas a Chamrousse e Hautacam.
Mas o Tour inova-se, ou pelo menos tenta acompanhar a evolução, isto é, nada de exageros, uma prova de certa forma acessível ao mais comum dos melhores ciclistas. Novidades, algumas como sempre : não há C/R por equipas, continua a não existirem bonificações, não há exagero montanhoso, apenas um C/RI, emotivo pois que é realizado no penúltimo dia da prova e, o que é mais temido por todos, o regresso dos pavês. Este sim, foi o ponto mais comentado por todos.

Vejamos, alguns pontos primordiais do Tour:
Regresso aos paralelos, após quatro anos de interregno. Da ultima vez eliminou um dos favoritos, Franck Schleck.
É uma das inovações do organizador, nos últimos anos : encontrar dificuldades fora dos Alpes e Pirineus e conseguiu-o com a chegada em , la Planche des Belles Filles , no macoço central dos Vosges e primeira grande etapa de montanha. Froome venceu pela primeira vez em 2012.
Outra novidade a chegada de ,CHAMROUSSE, perto de Grenoble onde apenas o Tour chegou uma vez, em 2001.
Risoul será uma outra novidade que vai ganhando importância recentemente, com os seus 13.9 kms a 6,7%.
Pla D’Adet é também uma subida recente, o Tour foi lá pela primeira vez em 1974.
Port de Bales chegada HC, quem não se lembra do badalado salto de corrente de Andy Schleck em 2010 ? Uma nova subida que vai ganhando história no Tour.
A ausência de bonificações e um número cada vez mais restrito de chegadas para sprinters: cinco ou seis.
Um C/RI longo, no penúltimo dia, bem capaz de provocar alterações classificativas em definitivo.
A contínua evolução do Tour na procura da globalização, com nova incursão por terras britânicas.
De fora ficaram algumas inovações na edição centésima da prova, como por exemplo a fase noturna da ultima etapa, em Paris.
MONTANHA.
No Tour 101º estão no menu cinco chegada em alto : La Planche des Belles Filles, Chamrousse, Risoul, Pla d’Adet e Hautacam.
Uma visão geral dos principais dificuldades montanhosas:
2ª etapa (Sheffield):
cote de Holme Moss: 4,7 kms a 7% (521 m de altitude)
8ª etapa (Gerardmer):
Col de la Croix-des-Monats: 7,6 kms a 6% (885 m)
col de la Grosse-Pierre: 3 km para 7,5% (901 m)
La Mauselaine: 1.8 km a 10,3% (859 m)
10ª etapa (La Planche des Belles Filles):
col du Firstplan: 8.3 km em 5,4% (722 m)
Petit Ballon: 9,3 kms para 8,1% (1163 m)
col du Platzerwasel: 7,1 kms para 8,4% (1192 m)
col d’Oderen: 6,7 km para 6,1% (899 m)
col des Chevrères: 3,5 km a 9,5% (914 m)
La Planche des Belles Filles: 5,9 kms para 8,5% (1035 m)
13 ª etapa (Chamrousse):
col de Palaquit: 14.1 km para 6,1% (1154 m)
Chamrousse: 18,2 km em 7,3% (1.730 m)
14ª etapa (Risoul):
Col du Lautaret: 34 km para 3,9% (2085 m)
col d’Izoard: 19 km para 6% (2.360 m)
Risoul: 12.6 km em 6,9% (1855 m)
16 etapa (Bagneres-de-Luchon):
Col de Portet d’Aspet: 5,4 kms para 6,9% (1069 m)
Col des Ares: 6.1 km em 4,7% (797 m)
Port de Bales: 11,7 km em 7,7% (1.755 m)
17 etapa (Saint-Lary-Soulan):
col du Portillon: 8,3 kms para 7,1% (1292 m)
Col de Peyresourde: 13.2 km para 7% (1.569 m)
a queda col-Louron Azet: 7,4 kms para 8,3% (1580 m)
Pla d’Adet: 10.2 km em 8,3% (1.680 m)
18 etapa (Hautacam):
Col du Tourmalet: 17.1 km em 7,3% (2.115 m)
Hautacam: 13.6 km em 7,8% (1.520 m)
AS 21 ETAPAS:5 julho. Etapa 1: Leeds – Harrogate, 191 kms
6 julho. Etapa 2: York – Sheffield, 198 kms
8 julho. Etapa 4: Le Touquet-Paris-Plote – Lille, 164 kms
9 julho. Etapa 5: Ypres – Arenberg Porte du Hainaut, 156 kms
10 julho. Etapa 6: Arros – Reims, 194 kms
11 julho. Etapa 7: Épernay – Nancy, 233 kms
12 julho. Etapa 8: Tomblaine – Gérardmer, 161 kms Final em alto
13 julho. Etapa 9: Gérardmer – Mulhouse, 166 kms
14 julho. Etapa 10: Mulhouse – La Planche des Belles Filles, 161 kms Final em alto
15 julho. Descanso
16 julho. Etapa 11: Besançon – Oyonnax, 186 kms
17 julho. Etapa 12: Bourg-en-Bresse – Saint-Étienne, 183 kms
18 julho. Etapa 13: Saint-Étienne – Chamrousse, 200 kms Final em alto
19 julho. Etapa 14: Grenoble – Risoul, 177 kms Final em alto
20 julho. Etapa 15: Tallard – Nimes, 222 kms
21 julho. Descanso
22 julho. Etapa 16: Carcassonne – Bagnères-de-Luchon, 237 kms
23 julho. Etapa 17: Saint-Gaudens – Saint-Lary-Soulon (Pla d’Adet), 125 kms Final em alto
24 julho. Etapa 18: Pau – Hautacam, 145 kms Final em alto
25 julho. Etapa 19: Maubourguet Pays du Val d’Adour – Bergerac, 208 kms.
26 julho. Etapa 20: Bergerac – Périgueux, 54 kms CRI
27 julho. Etapa 21: Évry – París Campos Elíseos, 136 kms
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