
Quando aos 34 anos Vitor Gamito abandonou a prática da modalidade, ainda na plenitude das suas faculdades físicas, devido a problemas cardíacos, longe se estaria de pensar que, aos 43 anos de idade, o antigo vencedor da Volta a Portugal não queira pôr um ponto final na sua carreira desportiva, e pretenda regressar ao pelotão nacional de estrada e, em especial á Volta a Portugal.
“ Quero testar os limites do meu corpo. Físicos e psíquicos! Existem provas de BTT fisicamente mais exigentes que uma Volta a Portugal, mas o nível competitivo, a pressão e o stresse de uma Volta estão muito acima de qualquer aventura em BTT que possa vir a fazer!.”
Eis Vitor Gamito dos bons velhos tempos, aqueles em que uma geração de ciclistas e organizadores marcaram uma página de ouro do ciclismo nacional.
Este ano, tivemos ocasião de falar com Gamito numa visita que o ciclista efectuou a uma prova nacional, senão estamos em erro na Volta a Portugal. Meio a sério meio a brincar, o ex-ciclista da Porta da Ravessa falava da possibilidade de regressar à competição.
Alguns meses volvidos a notícia é sensação, encherá, certamente, as páginas dos jornais de amanhã, e ajudará, com toda a certeza, a que se fale mais de ciclismo.
Referência do ciclismo nacional, Gamito era no seu tempo um atleta meticuloso, que não deixava nada ao acaso. Exímio contrarrelogista, defendia-se razoavelmente na alta montanha, onde ombreava com os melhores. Rivalizou com nomes importantes, como Joaquim Gomes , Orlando Rodrigues e Cássio Freitas, venceu a Volta a Portugal de 2000 e perdeu em 1999 para David Plaza, precisamente naquilo que melhor sabia fazer: no c/relógio.
Aos 44 anos Gamito quer voltar. Para melhor comunicar com o seu público, mas também com toda a certeza para reviver a adrenalina própria da competição . O mistério não estará totalmente desvendado, mas atrevemo-nos a deixar a possibilidade Gamito ingressar numa de duas equipas : a Efapel-Glassdrive ou o Banco Bic-Carmim.
Aos 44 anos, Gamito faz-nos lembrar o regresso pouco conseguido, há dois anos do mexicano Raul Alcala. Se a moda pega, haverá muitos outros a querer, experimentar…
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